Ela gira suspirosíssima e não mede confins,
Para tanto o tempo gira seus ponteiros
Como ela, ritmicamente singela,
As árvores não resistem ao encantamento dela
E suspiram folhas como veleiros
Em direção ao Norte,
Sacramentado Norte, porte
Dum antigo coração.
Soa a noite, e eu aqui ainda
Em meus secretos sonhos d'infinda
Canção, estou sem dormir em vão.
Tenho tudo ao som mudo
E não me sinto surdo,
O vento soa com partes
Das palavras muito bem,
Ah! E ela gira sem
Som ainda que repare
Em si mesma os tons,
Tons, tons, com
Badaladas de palavras caladas
Compondo versons, badaladas.
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